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Analisando a Viabilidade dos Recursos Eletr?nicos em sua Empresa |
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Os recursos eletrônicos são sempre lembrados em reuniões onde se discute formas de reduzir perdas. Em alguns casos não se chega a nenhuma conclusão de sua viabilidade e Sr tem o conceito de que são tecnologias caras. Em outros, mesmo sem que haja um consenso sobre a viabilidade, os recursos são comprados. Portanto apresentamos aqui uma metodologia para avaliar a real viabilidade dos recursos eletrônico na sua empresa e, uma vez que estes forem adquiridos, utilizá-los com toda a sua potencialidade.
No mercado existem diversos tipos de recursos eletrônicos. As principais tecnologias utilizadas atualmente são: CFTV (Circuito fechado de televisão), Proteção Eletrônica de Mercadorias (VEM), Smart Tag, entre outros.
O varejo utiliza atualmente estas tecnologias basicamente para aumentar a segurança patrimonial e prevenção de furtos. Se os mesmos recursos são tratados pela Prevenção de Perdas, potencializa-se a sua utilização.
É muito comum encontrarmos nas empresas, a utilização de recursos eletrônicos de forma inadequada, gerando a ociosidade dos equipamentos ou ainda incorrendo em prejuízos que podem advir desde problemas de gestão, treinamentos até mesmo por meio de ações judiciais.
Sob essa ótica, a Prevenção de Perdas deve atuar desde o desenvolvimento de técnicas operacionais geradas por meio de definição de procedimentos, elaboração e realização de treinamentos, otimização do lay-out de instalação dos equipamentos até o estudo de viabilidade em adquiri-los.
Para decidir qual a tecnologia é a mais viável para a empresa, uma série de variáveis é levada em consideração, tais como: tipo de produto comercializado, ramo de atuação, manutenção, garantia e retorno obtido através de utilização destes recursos. Para a análise de viabilidade, o modelo de fluxo de caixa descontado pode ser utilizado. Este modelo tem como principais premissas:
a) Taxa de desconto (custo de oportunidade do investimento);
b) Taxa de crescimento de vendas;
c) Taxa de crescimento das perdas (projeção de perdas caso não exista nenhuma ação de prevenção de perdas);
d) Imposto e encargos relevantes;
e) Utilização ou não de recursos humanos conjuntamente com o investimento;
f) Máximo horizonte de tempo para um investimento gerar retorno;
g) Depreciação dos equipamentos;
h) Taxa de redução das perdas (inicialmente redução esperada, mas com os dados de um projeto piloto pode-se realimentar a taxa de perdas a partir dos dados coletados nas primeiras experiências de implantação);
Nota: Os modelos e as premissas podem variar de acordo com as particularidades da empresa.
Segue um exemplo do fluxo de caixa para um período determinado:
PERÍODO N
INVESTIMENTO EM EQUIPAMENTOS = R$ 80.000
PERDA PROJETADA PARA O PERÍODO = R$ 100.000
MONTANTE REDUZIDO (20%) = R$ 20.000
GASTOS COM PESSOAL = R$ 5.000
DEPRECIAÇÃO (10%) = R$ 8.000
BASE PARA IR = R$ 7.000
IR (30%) = R$ 2.100
DEPRECIAÇÃO (10%) = R$ 8.000
FCO = R$ 12.900
A partir do resultado gerado na análise destas variáveis obtemos uma visão clara de quanto custará e quando este investimento obterá retorno. Além disso, essa análise permite que a empresa visualize a aplicação de tecnologias diferentes para as diversas situações e ainda a utilização de mais de um recurso ao mesmo tempo.
Para melhor apresentação dos dados, a informação do Pay-back, cujo principal objetivo é calcular em que ano o retorno do investimento ocorre, pode ser utilizado o quadro a seguir, que traz a análise para três diferentes configurações tecnológicas e de pessoas:
1- Apenas Etiquetas Eletrônicas (VEM);
2- Combinação de Etiquetas com Fiscais;
3- Combinação de Etiquetas Eletrônicas, com Circuito Fechado de Televisão;
4- Fiscais em quatro lojas (A, B, D, E) de uma rede varejista.
ANÁLISE DE VIABILIDADE DAS APLICAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS
LOJA CRITICIDADE
DA LOJA VENDAS 2005 PERDAS 2005 VEM ROI EM VEM+FISC
ROI EM VEM+FISC+
CFTV ROI EM
A ALTO 26.222.985,37 (279.458,62) 2006 2006 2008
B BAIXO 22.545.117,80 (164.040,96) 2007 2009 -
D ALTO 36.171.435,41 (127.504,71) 2008 - -
E ALTO 14.144.474,31 (126.324,74) 2007 2008 -
Além disso a figura permite visualizar informações sobre as lojas tais como: criticidade, vendas, perdas e o ano de retorno sobre o investimento para cada recurso alocado.
Supondo que o estudo tenha sido efetuado visando ao retorno até 2009 (quatro anos), podemos concluir que a loja “A” tem-se viabilidade suficiente para a implantação de todos os recursos propostos (VEM, Fiscais e CFTV). Enquanto na loja “E” apenas poderá implantar VEM e Fiscais.
Esta análise poderá ser enriquecida pela Prevenção de Perdas, utilizando-se diversas variáveis que auxiliarão na decisão de obter recursos eletrônicos.
Essas variáveis incluem, além dos dados numéricos outras informações como, por exemplo:
a) Área de risco (localização);
b) Perfil do Público;
c) Infra-estrutura;
d) Quantidade de funcionários;
e) Incidências de assaltos, arrombamentos, quadrilhas, etc.
Avaliando todas as variáveis envolvidas no processo de aquisição dos recursos eletrônicos, a prevenção de perdas tem condições de potencializar ao máximo a utilização dos mesmos, gerando benefícios qualitativos e financeiros, evitando gastos desnecessários que podem ser alocados e outras áreas. |
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Por: Janaína Santos |
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